terça-feira, 29 de maio de 2012

Plano Nacional de Educação: Câmara deve iniciar votação

Projeto está parado desde 2010 e define metas para próxima década

PNE prevê metas para os próximos 10 anos. Na imagem, crianças em escola de Brasília
PNE prevê metas para os próximos 10 anos. Na imagem, crianças em escola de Brasília (Agência Brasil)
A votação do Plano Nacional de Educação (PL 8035/10) deve começar na Câmara dos Deputados nesta terça-feira. O projeto está em análise desde o fim de 2010 e define diretrizes para a área na próxima década.
Serão definidas metas para todos os níveis de ensino, da creche à pós-graduação, além de indicadores de qualidade, remuneração de professores, qualificação do corpo docente e critérios para o ensino de jovens portadores de necessidades especiais, entre outros pontos. Está em questão também a meta que define o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) a ser aplicado ao setor.
Atualmente, a União, estados e municípios aplicam cerca de 5%; a proposta inicial do governo era ampliar esse cifra para 7% ao longo dos próximos dez anos. O relator, Angelo Vanhoni (PT-PR), chegou a sugerir o aumento do investimento direto para cerca de 7,5%, segundo informações da Agência Câmara.
A proposta tramita de forma conclusiva, ou seja, pode ser aprovada pela comissão especial e seguir diretamente ao Senado. No entanto, caso 52 deputados assinem um recurso, a proposta poderá ser votada no Plenário da Câmara. Segundo o presidente da comissão especial, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), já há um documento com esse objetivo que reúne cerca de 280 assinaturas. A previsão é que o processo de votação na comissão siga até o dia 13 de junho.
Outor tema a ser debatido é a inclusão do piso salarial dos professores na proposta do PNE. O texto inicial previa apenas a aproximação do rendimento do magistério ao salário de outros profissionais de nível de escolaridade equivalente.
Contudo, deputados defendem que a garantia de pagamento do piso salarial nacional da categoria entre na nova lei. O piso, hoje fixado em 1.451 reais por 40 horas semanais, não é pago em diversas localidades, apesar de aprovado pelo Congresso. Estados e municípios alegam que não têm recursos para cumprir a regra. Os parlamentares pedem a inclusão na lei do PNE do compromisso de complementação de verbas pela União.


Postado por: Camilla Alves

Nenhum comentário:

Postar um comentário