segunda-feira, 7 de maio de 2012

Google admite não ter política de privacidade perfeita, mas diz ser transparente


Estar conectado à internet é abrir mão de um bem precioso: a privacidade. Nem todo usuário presta atenção nos "acordos" que faz na internet -- mais conhecidos como termos de uso -- quando começa a utilizar redes sociais, serviços de e-mail ou simplesmente acessa um site. As empresas, por sua vez, também nem sempre se esforçam para tornar claro aos usuários de seus serviços que dados capturam e qual uso farão deles. 
"Acredito que a questão real na web é a transparência a respeito de que dados você está coletando. Isso é o que realmente importa. O usuário tem que saber o que o Google, Facebook ou qualquer um está coletando. Quando você visita um site do governo ou um site de uma empresa de saúde, algum dado está sendo capturado", defende Bob Boorstin, diretor de políticas públicas do Google em Washington (EUA). A afirmação foi feita nesta semana durante um evento em Santiago, Chile, para a imprensa latino-americana.
"As pessoas fazem uma troca quando ficam online. Oferecemos um serviço e você sabe, dentro da sua cabeça, que está nos dando alguma coisa", diz o representante do Google. Ao menos, deveria saber: a falta do hábito em ler termos de serviço, que contêm obrigatoriamente informações detalhadas sobre o uso que a companhia fará das informações dos usuários, continuará sendo usada como escudo contra as críticas à prática.
Por mais entediante ou demorado que seja, o usuário tem obrigação de ler o termo de uso quando adere a um serviço, explicou ao UOL Tecnologia Renato Opice Blum, advogado especialista em Direito Eletrônico. “No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor obriga as empresas a fornecerem informações claras e objetivas sobre produtos e serviços ofertados. O Termo de Uso faz isso, ainda que em um calhamaço de páginas.”  http://bit.ly/IOZvTU

Bianca Guimarães

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